Por: Eng. Cartógrafo Eduardo Santos

Propósito e alinhamento

Frente aos desafios do “Agrimensor do Futuro”, segue uma contribuição que ajuda nessa busca incessante por conhecimento que a tecnologia dia-a-dia nos impõe.
O post traz um pouco do que é o GIS, como ocorre a integração entre gis e Topografia e quais as vantagens dessa relação.
A publicação termina ajudando o leitor a dar os primeiros passos nessa direção.
Nas próximas publicações o “Agrimensor do Futuro”, ainda trará mais sobre esse tema.

Introdução (Gis E Topografia)

O GIS, sigla bastante popular internacionalmente, ou SIG também usado por algumas instituições no Brasil remete a ideia de Sistema de Informações Geográficas. Se olharmos para o conceito literal das três palavras, identifica-se:
· Sistema: mais de 10 definições segundo o dicionário Michaelis, 2009, mas destaca-se duas em especial.
o Qualquer conjunto ou série de membros ou elementos correlacionados; ou
o Agrupamento de partes coordenadas, dependentes umas das outras.
· Informações: Dentre os vários significados, segue:
o Ato ou efeito de informar.

· Geografia: Neste caso a mais apropriada seria:
o Ciência que tem por objeto a descrição da Terra na sua forma, acidentes físicos, clima, produções, populações, divisões políticas etc.

Agora que temos o significado literal da sigla, segundo o dicionário Michaelis é possível conjugá-la de forma conjunta e simplificada.

Olhando para as palavras separadamente:
· Correlacionados, dependentes;
· Informar;
· Descrição, Terra.

Poderíamos literalmente descrever o GIS como:

“Conjunto de elementos correlacionados, dependentes entre si, que objetivam informar sobre e descrever os mais variados elementos que ocorrem sobre a Terra, sendo eles físicos ou sociais”

Analisando esse possível significado em contrapartida com a Visão de GIS da ESRI – Environmental Systems Research Institute, proprietária da marca ArcGIS que no Brasil representa a marca mais lembrada considerando GIS, que diz ser uma estrutura de cinco pilares, analisemos a figura abaixo:

 

Voltando a definição construída pelo conceito literal é possível ver que:

  • “…elementos correlacionados…”
    o São pessoas, computadores, programas computacionais, procedimentos e base de dados.
    · “…dependentes entre si…”
    o Todos os elementos formam uma estrutura de “5 pilares”, o desalinhamento de qualquer que seja o pilar desalinhará a estrutura;
    · “…objetivam informar…”
    o É algo que podemos encontrar no pilar Procedimentos, uma vez que submetemos uma Base de Dados a um procedimento, visamos extrair uma informação;
    · “…sobre a Terra…”
    o Todas as ações listadas aqui estão direcionadas para conhecermos mais sobre nosso mundo, como o próprio slogan da ESRI diz “Understanding our world”Proposta (Gis E Topografia)

    Com o conceito GIS introduzido, voltamos agora a proposta do Post que é demonstrar algumas vantagens da integração GIS & Topografia, resgatando a figura da ESRI que representa a solução GIS com uma pequena modificação. Observe a figura 2.

 

Os pilares Base de Dados, Hardware e Software e Processos foram modificados citando alguns exemplos de possibilidades, mais o principal é o total alinhamento que já permite a solução.

O software DataGeosis, apesar de um excelente software topográfico entra fortalecendo o pilar “Processos” e também é responsável por parte da base de dados gerada a no pilar “Base de dados.

O pilar Hardware foi reforçado com o incremento de equipamentos GNSS, Estação Total, poderia também ter, nível e outros equipamentos sempre com o objetivo de fornecer para o pilar Base de dados.

Por último, mas só a partir de sistemas GIS o pilar Software será acionado, munido da Base de dados necessária para gerar a partir de Processamento Informações Geográficas sobre a área levantada.

A figura 3 explicita esse fluxo.

 

VANTAGENS (Gis E Topografia)

Com a clareza de como ocorre a integração GIS & Topografia, destacamos aqui algumas vantagens no que tange a produtividade, mas principalmente a qualidade e segurança das informações levantadas o que no final acaba agregando valor ao trabalho.

  1. Reconhecimento Prévio
    2. Otimização do processo de criação de croqui;
    3. Posicionamento dos melhores pontos para estação;
    4. Facilidade na busca dos locais planejados;
    5. Ganho de velocidade e qualidade no cadastramento das informações do campo relevantes ao trabalho;
    6. Registro prévio de áreas que geram dificuldades no trabalho;
    7. Uso de imagens de fundo para previsão de deslocamentos;
    8. Estrutura de armazenamento de grupos de ponto com maior clareza;
    9. Maior confiabilidade no armazenamento de informações;
    10. Mais possibilidades de geração de produto final;
    11. Mais valor agregado as soluções entregues com uso de processamentos GIS;
    12. Maior velocidade na geração de diferentes produtos finais;

Existem ainda mais vantagens dessa integração, mas olhando em um primeiro momento com mais detalhes para cada uma delas, nos deparamos com o primeiro impacto da integração que repousa na necessidade de capacitação para esse alinhamento de tecnologias.

Dentro das 12 vantagens destacadas como fica a resposta para a palavra “Como”, como reconhecer previamente, como otimizar determinado processo, como aumentar a confiabilidade dos registros de campo e outras apontadas.

Essa de fato não é uma tarefa fácil e não seria em um Post de 3 ou 4 páginas que resolveríamos essa demanda por conhecimento na área GIS, mas a ideia é exatamente essa, discutir possibilidades para a implementação dessas vantagens na prática.

Investimento em Educação e Capacitação profissional é sem dúvida o melhor retorno financeiro do mercado, ver “O Retorno do Investimento em Educação” (Beatrice Laura Carnielli e Zenaide Borges de Oliveira), da PUC de Brasília.

O estudo aponta o que constantemente aparece em aulas sobre finanças e gestão de instituições renomadas como a Fundação Getúlio Vargas.

UM POUCO DO “COMO” (Gis E Topografia)

Para que não tema não caia no vazio, segue algumas dicas dos primeiros passos na busca da apropriação do conhecimento necessário para usufruir de algumas vantagens apresentadas.
Em decorrência de termos destacado um grande número possibilidades firmamos com vocês um compromisso de divulgar nas próximas publicações a continuação do tema e para o este fica o primeiro “Como”.

COMO INICIAR O USO DO GIS NO MEU LEVANTAMENTO (Gis E Topografia)

Para responder primeiro iremos contar com a sua experiência no campo. Siga o roteiro abaixo registrando em material a parte ou digital de preferência, tudo o que for solicitado, isso facilita a próxima fase além do armazenamento e compartilhamento.

PASSO 1: CRIANDO UMA TABELA DE CAMADAS


Crie uma tabela com 3 colunas;
Como cabeçalho da coluna 1 escreva GRUPO;
O título da segunda coluna será GEOMETRIA;
A terceira nomeie com CAMADA;

PASSO 2: PREENCHENDO A TABELA DE CAMADAS


De posse de sua tabela imagine o local que você deseja implantar a integração escrevendo na coluna CAMADA, quais são as coisas comuns identificáveis no local.
Ex.: Considerando que o local seja uma fazenda de Pecuária de Corte o que será que veremos lá?

  • Pastos;
    • Edificações Sociais (de uso comum a qualquer pessoa);
    • Edificações Operação (de uso para produção);
    • Infraestrutura interna (caminhos, estradas, carreadores, cercas, açudes, etc);
    • Infraestrutura externa (rodovias de acesso, bairro, cidade, etc);
    • Áreas de Interesse Ambiental (APPs, Reserva legal);
    • Hidrografia (rios, riachos, represa, etc);
    • E uma série de outras;Ainda dentro do Passo 2, com base no exemplo acima, construa sua tabela de Camadas;

Acompanhe a seguir o exemplo de preenchimento se seu levantamento fosse a propriedade de pecuária citada;

ENTENDIMENTO:

Até esse ponto iniciamos o que dentro de um projeto GIS chama-se “Análise de Demanda” e “Modelo Conceitual e Lógico”, para que fique claro o que fizemos até aqui temos:

  • Uma pequena parte da “Análise de Demanda” aconteceu quando imaginamos o que existia na fazenda, o que veríamos lá;
  • Sobre o “Modelo Conceitual e Lógico”, iniciamos com a criação da tabela com as camadas, citando seu grupo, sua geometria e seu nome;
  • CONCLUSÃO

Ainda estamos bem no início, mas juntos iniciamos a caminhada rumo a esse entendimento.

Acompanhe nas próximas postagens os passos seguintes e comece a fazer a Integração

GIS & Topografia.

 

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