Têm sido muito utilizado as imagens aéreas na agricultura de precisão, o monitoramento de safras a partir de imagens possibilita a aquisição de dados da área das lavouras, desde a fase do plantio até a fase da colheita. Tais informações são úteis para o manejo e monitoramento de safras, bem como na gestão e logística da produção, com isso há um grande aumento na produtividade, diminuição de investimentos e consequentemente aumento dos lucros.

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Figura 1 – Imagem do satélite IKONOS, GSD de 4 metros. “Direitos autorais Space Imaging 2000”

É comum a utilização de imagens provenientes de satélites, porém esta técnica possui alguns inconvenientes como uma baixa resolução temporal, ou seja, o período de revisita do satélite é de semanas, os poucos que possibilitam revisitas de alguns dias, oferecem produtos caros, devido a grande altitude dos satélites, as imagens oferecem uma baixa resolução espacial (na ordem de metros), impossibilitando alguns serviços com um alto nível de detalhamento como a identificação de falhas no plantio. Para sanar estas deficiências alguns clientes recorrem à técnica da fotogrametria tradicional, porém, devido ao auto custo de viabilidade de um projeto fotogramétrico tradicional, torna-se financeiramente inviável a utilização desta técnica para áreas relativamente pequenas.

 

A tabela a seguir exibe uma comparação genérica entre as três diferentes técnicas de aquisição de imagens aéreas, esta tabela foi construída levando em consideração fatores como Condições, Tempo, Qualidade e Custos, lembrando que essas três técnicas citadas não são substituídas por ambas, cada uma delas são indicadas de acordo com a necessidade do cliente e os fatores citados, os resultados destas técnicas são totalmente satisfatórios desde que empregados de maneira correta em sua realidade. Os dados de acurácia do sistema VANT foi baseado em um recente teste realizado pelo departamento de fotogrametria da Alezi Teodolini em parceria com a equipe de desenvolvimento da XMbots, em breve será feito um novo projeto com uma altura de voo menor onde há expectativas de melhores resultados.

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Tabela 1 – Comparação genérica entre as três técnicas de aquisição de imagens aéreas.

Atualmente a grande inovação no mercado está sendo a utilização de imagens provenientes do VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) esta técnica veio para complementar à fotogrametria tradicional. Por fazer uso de componentes mais baratos, esta técnica abriu o leque de atuação na área, permitindo um acesso maior aos produtos como a Ortofoto. Além de fornecer imagens com alta resolução espacial (maior riqueza de detalhes) e a possibilidade de revisitas diária, esta técnica proporciona algumas possibilidades únicas como:

  • Voar abaixo de nuvens (ótimo para o monitoramento em regiões úmidas);
  • Mapeamento de áreas inacessíveis sem apoio de campo (ex. florestas);
  • Fluxo: Planejamento, execução, pós-processamento em menos de 48 horas.

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Figura 2 – Sistema VANT de médio e pequeno porte respectivamente.

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Figura 3 – Amostra de um mosaíco construido a partir das imagens tomadas pelo NAURU 500A a 100 m de altura, GSD 2,4 cm “Direitos autorais Xmobots”

Por ser uma tecnologia nova o VANT ainda causa certo receio aos usuários, porém em 2013 esta técnica teve um alto crescimento, uma das causas é o espaço conquistado nas mídias aumentando o número de usuários principalmente no ramo do agronegócio, muitas promessas hoje já são realidade. As imagens tomadas por VANT aliadas a uma boa técnica de geoprocessamento trás resultados satisfatórios acarretando a uma melhor ocupação e tratamento do solo, plantio e colheita especializados. A agricultura que é a base da economia brasileira tende a ser mais tecnológica, hoje existem diversas pesquisas e projetos voltados para esta área, o que antes era feito com imagens de satélite hoje ganhou um forte aliado.

 Por Eng. Manoel Silva Neto

 

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